Escola nova e psicologia.

Escola nova e psicologia.

O primeiro ano do Henrique na escola Montessoriana foi de descoberta, não conhecíamos bem o método da escola, estávamos com medo devido a rejeição da escola anterior.

Por outro lado, a escola também estava conhecendo o Henrique, suas peculiaridades, seu jeito de ser, nessa época ele estava com a mania de pegar no seio das pessoas (Meu pai!!! Q vergonha!!) e isso até se tornou motivo de piada entre as funcionárias e professoras da escola! E todos também ficavam impressionados com o fato dele saber ler e escrever perfeitamente! O Henrique lê e escreve sem erros, até hoje.Nessa épocas já tinha parado de colecionar escovas de dentes e sabonetes, e estava começando uma nova coleção: a de caixas de lápis de cores!

Meu príncipe sempre teve verdadeiro fascínio por cores, letras e números.

Foi um ano tranquilo! Ele participava bem das atividades escolares! Com exceção quando tinha algum evento na quadra com som alto e barulho e também quando tinha aniversário de algum coleguinha em sala. Desde o aniversário de 2 anos do Henrique, começamos a perceber que ele não suporta que cante Parabéns! ou bata palmas, por esse motivo, sempre que vamos a algum aniversário procuramos tirá-lo do ambiente no momento do Parabéns. E na escola não é diferente!

Mas nunca deixamos de ir à aniversários por causa disso, sempre rola um estresse ou alguma correria, mas já estamos acostumados…e ele também quando percebe que já vão cantar o Parabéns, dá um jeito de se afastar ou entrar no banheiro…rsrsr…ele também já tem suas estratégias…

Agora usamos a tática de já ir preparando o espírito dele pro evento, já vou falando: …filho tal dia, terá o aniversário de fulano, vai ter bolo, docinho, ….nós vamos, você tem que se comportar direitinho…! Uns dias antes já começo a falar…

Então, voltando à escola, não solicitaram facilitadora exclusiva no primeiro ano da escola.

Isso foi em 2012, Henrique tinha 4 anos, e nesse mesmo ano a Neuro pediatra indicou que ele começasse a fazer sessões de Psicologia também. E a agenda de meu amorzinho ficou lotada. Era escola pela manhã e a tarde ele se dividia entre sessões de TO, Fono, Psicologia e aulas de natação.

Como ele fazia as terapias todas por plano de saúde, foi muito difícil encontrar uma psicóloga que atendesse crianças da idade dele e que aceitasse o plano de saúde, e olha que ele tem dois. Mas enfim conseguimos…

Vou fazer um post pra falar sobre a importância da psicóloga, no tratamento do Henrique.

Bjinhos! Até o próximo post!

Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia.

Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia.

 

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O Henrique passou a ser acompanhado por uma Neuro pediatra, que não fechou o diagnóstico, mas o encaminhou de imediato para fazer sessões de Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia.

Foram muitas mudanças, primeiro uma escola nova, depois terapias semanalmente…neste primeiro ano, meu príncipe evoluiu muito.

O hábito de colecionar escovas de dente foi sumindo aos poucos, então passou a querer colecionar sabonetes, rsrsr…

Pra dizer a verdade não sabia direito como funcionavam as terapias, eram e são até hoje sessões de trinta minutos, pois são pagas através de plano de saúde, na época achava pouco tempo e ainda hoje acho.

Mas mesmo assim, o Henrique teve uma evolução muito boa quando começou a trabalhar com esses profissionais.

Não tinha a noção da importância desses profissionais! Apesar de também ser da área da saúde, e ter trabalhado diretamente com uma terapeuta ocupacional durante o período.

Achava que o fonoaudiólogo trabalhasse somente com a fala, mas é muito mais que isso, trabalham com comunicação, pois não nos comunicamos só através da fala, ou pelo menos da fala convencional, enfim…

E o terapeuta ocupacional, sempre digo que esses profissionais ensinam o meu filho a viver! E não existe nada mais importante que isso! Desde então, meu carinho por esses profissionais é enorme.

E com a ajuda desses profissionais, a vida foi seguindo, e o coração foi se aquietando aos poucos…

Lógico…ainda não tínhamos o diagnóstico fechado, a angústia continuava, mas de outra forma, ainda chorava quando via certos comportamentos do meu filho, quando ele não respondia quando eu perguntava alguma coisa.

Ele tinha 3 pra 4 anos e falava pouco, então as pessoas de fora começavam a percebe que tinha algo errado. Mas ninguém me perguntava nada e eu também não tinha porque dar satisfação de nada.