O quinto ano de vida do Henrique!!!!!

O quinto ano de vida do Henrique!!!!!

Em setembro de 2011, o príncipe completava 4 aninhos!

As terapias começavam a fazer efeito, as birras diminuíam consideravelmente e Henrique procurava interagir mais, porém mais com adultos.

Na escola, os problemas continuavam, ele não se adaptava a nova professora e a psicopedagoga nos chamou para uma conversa no fim do ano!

Fomos “gentilmente” convidados a retirar nosso filho da escola, com a justificativa de que a escola não estaria preparada para acolher nosso filho! Não estava preparada e nem disposta a se preparar.

Essa foi a primeira rejeição que passamos por conta de um provável diagnóstico!

Então começou uma peregrinação em busca de uma nova escola! Pedia indicação de conhecidos! E um medo enorme de nenhuma escola aceitar o Henrique.

A primeira escola que visitei, me recebeu com todo carinho! Tinha sim vaga para o meu filho! Muita pompa e circunstância!! Ate!!….

Até eu dizer que Henrique tinha autismo!! ou melhor suspeita de ter autismo!

Aí pronto! De repente não tinha mais vaga, as portas se fecharam!

Passei os meses de dezembro de 2011 e janeiro de 2012, procurando vaga. Já saia de casa angustiada e nervosa, com a pasta de documentos na mão. Muitas vezes já chegava na porta das escolas chorando!

Não podia desabafar com ninguém, por que quase ninguém sabia das suspeitas de diagnóstico do Henrique!

Minha cunhada, pesquisou e me indicou a escola Montessori 21! E lá eu fui! Já meio sem esperança! Fui recebida pela psicopedagoga da Escola, a Rosa, já estava em prantos. Ela me acolheu! E disse que eu levasse o Henrique para uma visita na escola.

E assim fizemos, ele se apaixonou pela escola e todos que o receberam se apaixonaram por ele.Ficavam admirados com a inteligência dele. Então, o matriculei!

Mal posso descrever o meu alívio e felicidade! Meu filho não ficaria sem estudar!

Então, em 2012 ele começou a estudar na nova escola! Sua professora era muito boa e muito firme com ele. O bem estar dele no Montessori 21 era visível. Evoluiu muito com a tia Edna, pois ela tinha total controle de todas as situações em sala de aula! E fora da sala de aula, as colaboradoras da escola o tratavam com muito carinho.

Nesta mesma época, a neuropediatra do Henrique indicou medicação e sessões de psicologia.

A primeira medicação utilizada foi o Tegretol! Pois ele não estava conseguindo se concentrar em sala de aula! Perdia o interesse rápido pelas atividades.

Porém, o Tegretol o deixou agressivo, coisa que ele nunca foi! Então pedi que a médica suspendesse!

Quanto à psicologia, passei vários meses procurando psicóloga que atendesse crianças da idade dele e que aceitasse convênio, já que não tínhamos condições de pagar sessões particulares semanalmente.

Então substituímos a medicação pela Risperidona manipulada, em baixa dosagem, somente para melhorar a concentração.

E quando finalmente encontramos a psicóloga, Dra. Ivana Peixoto, ele iniciou as sessões de psicoterapia.

Tudo começava a entrar nos eixos, com a graça de Deus!

Meu coração começava a se conformar e aceitar!

 

 

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